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Poster EBRAM - Parasitos Ostras - 15-10-13

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Poster EBRAM - Parasitos Ostras - 15-10-13
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  Moluscos bivalves comercializados na região de Guaratiba, Rio de Janeiro, Brasil: análise parasitológica.  MATTOS JR., D.G.¹; BARROS, L.A.¹; CALIXTO, F.A.A. 2,3 ; SOUZA, A.L.M. 2 ; MESQUITA, E.F.M. 1   ¹Docente da Faculdade de Veterinária  –   Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, RJ, Brasil; ²Discente de Doutorado em Medicina Veterinária  –   UFF, Niterói, RJ, Brasil; 3 Pesquisadora de Tecnologia do Pescado  –   FIPERJ. E-mail: faacalixto@gmail.com INTRODUÇÃO O consumo humano de moluscos bivalves vem apresentando um significativo aumento em diversos estados do Brasil, desencadeando preocupação das autoridades sanitárias a necessidade de um monitoramento da qualidade desse alimento. O consumo de moluscos bivalves, devido à sua manipulação higiênico-sanitária normalmente insatisfatória, pode determinar diversos problemas em Saúde Pública, desde a exploração e cultivo, até a expedição e comercialização do produto final. Dessa forma, a necessidade do conhecimento sobre a fauna parasitária relacionada aos moluscos bivalves, sendo a sua importância em Saúde Pública apenas uma das vertentes a ser estudada, uma vez que os conhecimentos são escassos em nosso país. Diante dessa realidade, optou-se por estudar a região de Barra de Guaratiba, localizada na região litorânea do Município do Rio de Janeiro, repleta de restaurantes afamados pela venda de pescado, onde a pesca em manguezais e o consumo de ostras é bastante comum. OBJETIVO Estudar a prevalência de ostras infectadas por parasitos (ou associadas com simbiontes) provenientes dos manguezais da região de Barra de Guaratiba, Rio de Janeiro, RJ, comercializadas na região. METODOLOGIA Foram coletadas 72 ostras da espécie Crassostrea rhizophorae  provenientes dos manguezais da região de Barra de Guaratiba. As coletas ocorreram no período de agosto a outubro de 2013, sendo feita uma coleta de 24 ostras por mês durante três meses. Após a coleta, as amostras foram transportadas para o Laboratório de Doenças Parasitárias da UFF, utilizando-se recipiente isotérmico sob refrigeração . No laboratório, as ostras foram escovadas e lavadas com água destilada, sendo posteriormente submetidas à biometria por mensuração do comprimento, altura e espessur, utilizando-se um paquímetro simples (Fig. 1). Posteriormente, foi realizado o exame macroscópico da massa visceral e órgãos internos para avaliação do estado de higidez e aspecto dos animais (Fig.2). O exame microscópico foi realizado com auxílio de estereomicroscópio e microscópio óptico, para pesquisa de organismos metazoários e protozoários. As glândulas digestivas e brânquias foram submetidas a técnica de “ imprint ”  em lâmina de microscopia e posteriormente coradas pelo método rápido utilizando-se corante tipo Panóptico. RESULTADOS E DISCUSSÃO Registrou-se as médias biométricas para comprimento, espessura e altura da amostra de ostras estudadas. Do total dos 72 espécimens, obteve-se média de 4,9 mm (2,7  –   8,6 mm) para comprimento e 5,5 mm (3,0  –   7,6 mm) para altura, ambas com desvio padrão de 1,3, e 2,1 mm (1,0  –   3,9 mm) para espessura. Os organismos associados recuperados das ostras foram o turbelário Urastoma  sp. (Fig.3a) os protozoários dos gêneros Trichodina  sp. (Fig. 3a) e Nematopsis  sp. (Fig. 3c). De acordo com os resultados observados pela técnica de “ imprint ” , a prevalência de ostras parasitadas para pelo menos uma espécie de parasito associado foi de 70,8% (51). CONCLUSÃO • A prevalência de ostras infectadas com parasitos na população de ostras e no período estudado foi alta. •  A turbelária Urastoma  sp. apresentou maior prevalência nas ostras estudadas. •  Os parasitos identificados não apresentam perigo à população humana, em termos de transmissão de doenças. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministério da Pesca e Aquicultura. Boletim Estatístico da Pesca e Aquicultura - Brasil 2011 . Brasília: MPA, 2013. 60 p. BOEHS, G.; LENZ, T.M.; VILLALBA, A. Parasitos na ostra-do-mangue Crassostrea rhizophorae (Ostreidae) da Baía de Camamu, Bahia. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE PATOLOGISTAS DE ORGANISMOS AQUÁTICOS, 10., 2008, Búzios.  Anais ... Búzios: ABRAPOA, 2008. p. 63. CARBALLAL, M.J.; IGLESIAS, D.; SANTAMARINA, J.; FERRO- SOTO, B.; VILLALBA, A. Parasites and Pathologic Conditions of the Cockle Cerastoderma edule Populations of the Coast of Galicia (NW Spain).  Journal of Invertebrate Pathology  , Holanda: Elsevier, v. 78, p. 87  –  97, 2001. SABRY, R.C. Patógenos em ostras na Ilha de Santa Catarina-SC e no Estuário do Rio Pacoti-CE, com ênfase no  protozoário Perkinsus . Florianópolis, 2010. 119 p. Tese (Doutorado em Aquicultura)  –   Programa de Pós-graduação em Aquicultura, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2010. SABRY, R.C.; GESTEIRA, T.C.V.; BOEHS, G. First record of parasitism in the mangrove oyster Crassostrea rhizophorae (Bivalvia: Ostreidae) at Jaguaribe River estuary  –   Ceará, Brazil. Brazilian Journal of Biology, São Paulo: Instituto Internacional de Ecologia, v. 67, p. 755  –  758, 2007. SILVA, P.M.; LEAL, A.L.L.; MAGALHÃES, A.R.M.; BARRACCO, M.A. Pathological survey on the commercial edible bivalve species from Santa Catarina (South Brazil). In.: AQUACULTURE, 2010, San Diego, California.  Anais...   San Diego: California Aquaculture Association, 2010. p. 244. Fig. 4: Prevalência de organismos parasitos/simbiontes em ostras provenientes da região de Barra de Guaratiba, Rio de Janeiro, RJ. A prevalência de amostras infectadas apresentando somente a turbelária Urastoma  sp. foi 21,6% (11), 15,7% (8) somente Trichodina  sp. e 5,9% (3) para Nematopsis  sp. Em algumas amostras, ocorreu a presença de dois ou mais parasitos: em 27,5% (14), encontrou-se Urastoma  sp. e Trichodina sp.; em 9,8% (5), Urastoma  sp. e Nematopsis  sp.; em 3,9% (2), Trichodina  sp. e Nematopsis  sp.; e em 15,7% (8), a presença dos três parasitos (Fig. 4). Não foram encontradas lesões macroscópicas que pudessem ser relacionadas aos parasitas. 1 2 Fig. 1: Realização da biometria; Fig. 2: Exame macroscópico da massa visceral e órgãos internos; Fig. 3a: Urastoma  sp., 80 x; Fig. 3b: Trichodina  sp., 400 x; Fig. 3c: Nematopsis sp., 400 x. 3b 3a Segundo Carballal et al. (2001), os parasitos encontrados não são patogênicos para o ser humano. Nematopsis  sp. infecta os bivalves marinhos, utilizando-os como hospedeiros intermediários, não sendo observados danos significativos no hospedeiro. O protozoário já foi registrado em ostras coletadas de estoques naturais em diferentes regiões brasileiras, como no Ceará (SABRY et al., 2007) e Santa Catarina (SILVA et al., 2010). Trichodina  sp., quando em elevada intensidade de infecção, causa lesões nas brânquias dos moluscos, podendo interferir no funcionamento normal do órgão. No estudo de Silva et al. (2010), detectou-se o protozoário em ostras da espécie Crassostrea gigas , em cultivo em Santa Catarina; Boehs et al. (2008) relatam o achado do parasito em C. rhizophorae de estoque natural da Baía de Camamu, Bahia. Sabry (2010), encontrou turbelários do gênero Urastoma  em filamentos branquiais das ostras C. gigas e C. rhizophorae , não causando danos aparentes nas brânquias. Os achados deste trabalho são compatíveis com os dos autores supracitados, pois assim como eles, que também encontraram alta prevalência de organismos parasitos em ostras da espécie C. rhizophorae.   Urastoma  sp. 21% Trichodina sp. 16% Nematopsis  sp. 6% Urastoma  sp., Trichodina sp., Nematopsis  sp. 16% Urastoma  sp., Trichodina sp. 27% Urastoma  sp., Nematopsis  sp. 10%  Trichodina sp., Nematopsis sp. 4% 3c
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