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Foi agora que eu cheguei – a Capoeira Angola e o desenvolvimento humano

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A Capoeira Angola e o desenvolvimento humano. Monografia de conclusão, Seminário de Formação em Pedagogia Waldorf / Sítio das Fontes, Jaguariúna-SP, 2009.
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  Foi agora que eu cheguei     – a Capoeira Angola e o desenvolvimento humano Cristiano M. Gallep Monografia de conclusão do Seminário de Formação em Pedagogia Waldorf Sítio das Fontes -Turma JagV  ,  julho de 2009  Cristiano de Mello Gallep JagV – Sitio das Fontes; julho/2009 2 Prescrever-se à matéria é almas triturar; encontrar-se no Espírito é almas abraçar; mirar-se no Homem é mundos edificar. Rudolf Steiner Capoeira é tudo o que a boca come! M. Pastinha  Cristiano de Mello Gallep JagV – Sitio das Fontes; julho/2009 3 Índice  Agradecimentos 4  Apresentação 5 Que navio é esse - O Homem e a Capoeira: elementos formativos 7  A formação da Roda 10  A musica, o canto e o jogo 13 O corpo e os movimentos 16  A Capoeira, a Roda e a Vida 18 Vem jogar mais eu -  A Capoeira Angola e o Homem em movimento 24  – um ensaio de formas e imagens (posfácio)  Berimbau bateu   – A Capoeira, o (meu) Corpo e a (minha) Alma brasileira 38 Conclusão 39 Bibliografia 40 Vídeos 41  Cristiano de Mello Gallep JagV – Sitio das Fontes; julho/2009 4 Agradecimentos  Agradeço muito à este grupo de pessoas irmanadas no JAG-V, aos nossos professores e novos amigos do Sitio das Fontes - e em especial ao Peter (claro!) - pelos carinhos e chacoalhões; pelos sorrisos, lágrimas, danças e canções; ao meu mestre de capoeira, Jogo de Dentro  (Jorge Egídio dos Santos), por nos ter confiado sua arte e levá-la em sua volta-ao-mundo ; aos integrantes dos grupos Semente do Jogo de Angola e Saia-Rodada ( in memoriam... ), por me acolherem em seu exercício coletivo da arte brasileira; a Érica e Francisco, pelo amor em casa e na vida.  Cristiano de Mello Gallep JagV – Sitio das Fontes; julho/2009 5 Apresentação Este é um estudo introdutório, fruto de uma necessidade de apresentar uma visão pessoal sobre a Capoeira Angola. Além dos aspectos de arte corporal e musical, pretendo explicitar os exercícios individuais e coletivos que naturalmente ocorrem dentro da Capoeira, ainda que muitas vezes inconscientemente, dentro dos grupos, do treinamento e principalmente da roda, e como podem contribuir para o engrandecimento de cada ser-humano, individual e coletivamente. Neste sentido quero, a partir da minha experiência e das de alguns outros companheiros, mostrar a Capoeira - mais precisamente na sua expressão mais antiga, denominada Capoeira  ( de )  Angola -  não apenas como uma divertida simulação de luta, um ` treinamento de guerra em brincadeira` , ou como uma atividade artístico-corporal que movimenta corpo, sons e signos; quero também apresentá-la como uma criação coletiva de vivencia de Microcosmos – o do próprio Eu e o do outro camarado , em movimento - e sua relação com uma representação de Macrocosmo: a Roda de Capoeira . A Roda se   apresenta como um espaço  temporalmente construído, de forma coletiva, para em um exercício de liberdade ver-se e ver o outro; ver também o mundo, os outros, a periferia que nos rodeia. De estratégia corporal dos escravos no Brasil-Colônia ao status de divulgadora mundo afora da Alma e da linguagem do Brasil e brasileiros, nos dias de hoje, o emprego da capoeira como ferramenta educacional e terapêutica foi já evidenciado, principalmente nas ultimas duas décadas. Não se pretende aqui revisar estes trabalhos nem tampouco detalhar nomes, datas e locais históricos da Capoeira, dado que outros autores, bem mais fundamentados nestes pontos, já o fizeram e ainda o fazem. O propósito aqui é, em parte tomando a terminologia antroposófica e em parte a da Capoeira, tentar explicitar os elementos corporais, anímicos e espirituais presentes nesta considerada a primeira arte brasileira 1  - a englobar aspectos americanos nativos, africanos e europeus do homem. Algo como uma introdução à Capoeira Angola para pedagogos, ou um ensaio sobre os seus aspectos pedagógicos para capoeiristas...  Além das vivencias que tive na e no entorno da Capoeira, desde 1993, me inspiram também para este trabalho a necessidade de uma apresentação das possibilidades sócio-pedagógicas envolvidas, junto a crianças, adolescentes e adultos, 1  - Eusébio Lobo da Silva, defesa de Livre-docência, Universidade Estadual de Campinas. O corpo na Capoeira ,   2004.
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