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POETIC TRANSLATABILITY IN A BRAZILIAN SIGN LANGUAGE - BRAZILIAN PORTUGUESE INTERFACE: linguistic and translational aspects based in a translation of Bandeira Brasileira from the Deaf Poet Nelson Pimenta (1999) done by Souza (2008)

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This paper has the aim to describe linguistic and translational aspects based in the translation of "Bandeira Brasileira" from the authorship of Pimenta (1999) purposed by Souza (2008) trying to answer research questions like: how is
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  Capítulo 11 Traduzibilidade poética na interface Libras-Português: aspectos linguísticos e tradutórios com base em Bandeira Brasileira   de Pimenta (1999) S  AULO  X   AVIER    DE  S OUZA  * * Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.  310 f   estudos surdos 1v  R  ESUMO Diante da tradução para a modalidade escrita da Língua Portugue-sa de uma peça poética cuja língua fonte (LF) é a Língua Brasileira de Sinas (Libras), pode-se questionar: como trazer para o papel algo que está em movimento? Como traduzir um poema cujas línguas fonte e alvo estão em modalidades de execução diferentes?, entre outras. Nesses termos, este artigo busca descrever aspectos linguísticos e tradutórios com base no esboço de tradução de Souza (2008) do poema Bandeira Brasileira   de Pimenta (1999). Nesse processo descritivo, surgem contribuições teóricas de Qua-dros e Sutton-Spence (2006) e Sutton-Spence (2008), e outras dos Estudos Surdos (ES), da Linguística de Línguas de Sinais (LLS) e dos Estudos da Tradução (ET); como também, comentários anotados pelo autor a partir de Souza (2008) e do seu srcinal em Libras (Pimenta, 1999). Logo, o “sinal-arte”, o “morfismo” e o “neologismo” resultaram em exemplos de elementos linguís-ticos, assim como a “retextualização” e a “tradução orientada ao contexto de chegada” surgiram como exemplos de elementos dos ET. Em nível de resultado, o “concretismo” e a “semiótica da literatura” (Pignatari, 1979) despontaram como possíveis alternativas tradutórias no esboço de Souza (2008). Portanto, conclui-se que, mesmo havendo perdas em nível de modalidade articulatória em Souza (2008), a depender do objetivo proposto pelo tradutor (Britto, 2002), existe traduzibilidade de um poema em Libras para a modalidade escrita da Língua Portuguesa.  311 f   estudos surdos 1v  1. Introdução É consenso entre membros acadêmicos da Linguística e de áreas afins, que as Línguas de Sinais são línguas naturais. Nesse prisma, a Língua Brasileira de Sinais (doravante Libras ou LSB) se apresenta como a língua representativa da comunidade de surdos do Brasil (Quadros e Karnopp, 2004) e os poemas em Libras, como a obra Bandeira Brasileira   do ator e poeta surdo Nelson Pimenta (1999), são um exemplo das várias formas de manifestação tanto da identidade quanto da cultura surdas brasileiras (Quadros e Sutton-Spence, 2006).Nesse contexto, Toury (2001: 22) 1  acrescenta que as culturas recorrem à tradução como uma forma possível de preencherem as suas lacunas. (...) e o recurso à tradução não constitui a única maneira de preencher uma falha que tenha sido detectada: uma lacuna pode também ser preenchida com uma entidade estranha, não traduzida, sobretudo num grupo social multilíngue. (...) A decisão de recorrer à tradução também não é verdadeiramente individual. Pelo contrário, é sempre GOVERNADA POR NORMAS, concebidas para satisfazer certas necessidades da cultura receptora e dos seus membros.(...). 1  Traduzido para o Português por Alexandra Lopes e Maria Lin Moniz e disponível para consulta on-line em: http://www.tau.ac.il/~toury/works/tra-ducao2001.htm - acesso em 03/11/2008.  312 f   estudos surdos 1v  Diante da reflexão acima, ressalto os seguintes excertos: “(...) o recurso à tradução não constitui a única maneira de preencher uma falha que tinha sido detectada: uma lacuna pode também ser preenchida com uma entidade estranha, não traduzida, sobretudo num grupo social multilíngue (...)”.“(...) a decisão de recorrer à tradução também não é verdadei-ramente individual. Pelo contrário, é sempre GOVERNADA POR NORMAS, concebidas para satisfazer certas necessidades da cultura receptora e dos seus membros (...)”. O propósito dessa ressalva não é comentar aqui que os surdos brasileiros necessitam da tradução para alcançarem um reconhecimento de suas manifestações culturais ou para terem concretizado o que Toury chama de “preenchimento de suas lacunas” como que se estivesse propondo aqui comentários orientados sob uma perspectiva prescritiva de trazer o que é certo e errado. Pelo contrário, busco tomar por base um dos acadêmicos seminais da vertente descritivista dos Estudos da Tradução (ET) como Toury para justificar cientificamente o recorte pessoal dado a uma pesquisa trilhada na interface tra-dutória Libras–Português. Por isso, atento ao que compreendo como alerta evidenciado no primeiro excerto e o destaco com o intuito de ratificar a identidade descritiva e não prescritiva deste artigo.Em relação ao segundo excerto, justifico o seu destaque ao levar em conta um cenário de questionamentos como este: como trazer para o papel algo que está em movimento  ? Como traduzir um poema cujas línguas fonte e alvo estão em modalidades de  313 f   estudos surdos 1v  execução diferentes  ?... Normalmente, tais inquietações surgem quando se está diante da tradução para a modalidade escrita da Língua Portuguesa de uma peça poética cuja língua fonte (LF) é a Língua Brasileira de Sinas (Libras), por exemplo. Assim, ter em mente a noção de que toda tradução é “governada por normas” corrobora positivamente para um ato tradutório envolvendo línguas de modalidades diferentes em contato.No entanto, mesmo dispondo de uma bagagem conceitual que abranja a naturalidade das Línguas de Sinais e da LSB, com-preendo que não se pode avançar em uma discussão descritiva sobre a tradução poética de Bandeira Brasileira   de Pimenta (1999) com base no esboço proposto por Souza (2008) sem que antes se comente a respeito da traduzibilidade de poesias, também conhecida por traduzibilidade poética.Posto isso, esclareço que, neste artigo, ao partir desse “de-bate” sobre a questão da traduzibilidade poética, pretendo, tanto pelo fato de ser tradutor-intérprete como conhecedor da Libras, enumerar alguns conceitos concernentes às poesias de Línguas de Sinais trazidos por Quadros & Sutton-Spence (2006) e por Sutton-Spence (2008), os quais estão conectados diretamente aos campos acadêmicos dos ES e da LLS. Em seguida, pontuarei aqueles que chamo de fatores influencia-dores do esboço de tradução apresentado por Souza (2008) em Português escrito da peça sinalizada de Pimenta (1999). Logo após, trago comentários desse esboço de tradução para identificar os elementos adicionais que também exerceram seu devido grau de influência durante o processo tradutório nessa interface Libras-Português.Nesses termos, pretendo chegar ao final deste texto deixan-do claro que as contribuições tradutórias nessa interface acima
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