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Análise da Getica - Jordanes. pgs. 304-306..docx

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Análise da Getica - Jordanes. pgs. 304-306..docx
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    Atividade complementar Fonte: “Mas quando Teodorico chegou à velhice e soube que ia logo deixar este mundo, convocou os condes godos e os grandes personagens de seu povo e estabeleceu como rei Atalarico, uma criança que mal tinha dez anos de idade, filho de sua filha  Amalasunta e cujo pai, Eutarico, morrera. Aos condes e aos grandes Teodorico ordenou, numa espécie de testamento oral, que honrassem o rei, que amassem o senado e o povo romano e que atraíssem a benevolência do imperador do Oriente, bem como o seu favor depois daquele de Deus. Enquanto o rei e sua mãe viveram, eles se conformaram a todas essas ordens e reinaram durante quase oito anos em paz. Entretanto, como os francos não pusessem confiança em um rei tão jovem, que desprezavam e contra o qual faziam preparativos bélicos, dado que seu avô e seu pai haviam ocupado as Gálias, Atalarico deixou a eles as regiões conquistadas. As outras possessões do reino foram conservadas em paz e não sofreram inquietações. Quando  Atalarico saía da infância, solicitou a proteção do imperador do Oriente para si próprio e para sua mãe viúva. Sua mãe, temendo ser desprezada, pelos godos em virtude da fraqueza de seu sexo, após madura deliberação e demonstrando seu parentesco, fez vir da Tuscia seu primo Teodabato, que vivia retirado em seus domínios nessa região, e ela o instalou no trono. Este, esquecendo os laços de sangue que o uniam à rainha, após pouco tempo fez com que se afastassem do palácio de Ravena e a exilou numa ilha, onde foi estrangulada no banho. ”  (c. 550 d.C.) - JORDANES, Getica , 304-306, Monumenta Germaniae Historica. Análise: Para começar a análise da fonte, é importante notar o contexto em que ela foi expressa, através da datação e nomeação das personagens. Retrata a dominação ostrogótica na península itálica, formando o reino homônimo. Doravante, podemos não só fazer uma análise da conjuntura do documento, mas também usar um discurso de Jacques Heers encontrado em sua obra Idade Média, Uma Impostura  para identificar um importante momento entre o que, tradicionalmente, chamamos de Idade média e Antiguidade. Curso:  História ( Bacharelado) Disciplina: Fundamentos e Dinâmica do Mundo Medieval Professor:  Alvaro Alegrette Semestre:  2º/2016 Período:  2° Turmas:  HIS-MBA2 Turno:  Matutino Nomes:  Karyne Florão Gheller e Kevin Cornetti Oliveira RA: 00181465 / 00181466     Vários pontos merecem destaque para evocar o tema de Heers, os mesmos constituem a principal parte desta atividade. Primeiro, refletiremos respeito de Teodorico, o Grande (493  –  526 d.C.). Responsável pela criação do reino ostrogótico, encontra-se perto de sua morte e convoca condes godos e grandes personagens do povo, para verem a coroação de seu infantil neto  Atalarico, filho de Amalasunta, como rei. Conde é um título romano de conselheiro imperial. Vindo do latim Comes , passou a ser referência dos conselheiros reais, o que já mostra uma reutilização de sistema politico romano. Quanto à coroação do jovem descendente, é evidenciada a herança hierárquica por parentesco, que será uma das características dos reinos cristãos bárbaros e da nobreza medieval.  Adiante, Teodorico enuncia um testamento (Da 4ª até a 6ª linha) onde aparecem dois itens pertinentes: Deus e a presença de instituições romanas. A existência de Deus no discurso apenas reforça a concepção de um reino cristão bárbaro, porém a compreensão da presença de uma instituição como o senado fica um tanto confusa se Heers não for relembrado. O império ocidental não cai, Roma não desaparece; apenas perde influência e domínios, suas entidades organizacionais e sua cidade são poupadas- ou até mesmo reutilizada pelos dominantes vindouros. Logo, esta parte é fundamental para entender a detalhada e complexa fusão cultural que já carrega traços "pré-medievais". Mesmo jovem, Atalarico é mostrado como autor de uma importante ação politica ao ceder territórios conquistados pelo avô aos francos, em prol da paz e/ou aliança, pois não confiavam em sua administração pelo fato de ser jovem e, por conseguinte, inexperiente. Pedir proteção de Bizâncio e do Imperador para ele e sua mãe -que por algum motivo não expresso na fonte significa perder o poderio sob o trono- a faz temer, não só pela sua posição politica, mas por sua vida. A razão desse temor indica um traço da cultura germânica, onde as mulheres eram responsáveis pelo cultivo e pelo pastoreio, e o conceito deste receio de Amalasunta é explanado no trecho "fraqueza de seu sexo" (15ª linha). Os povos germânicos tinham uma organização social patriarcal, ou seja, em que o homem ocupava o posto de líder familiar, responsável pelas principais decisões referentes à casa, os conflitos e as terras. Com o intuito de preservar sua posição, Amalasunta convoca seu primo Teodabato para ocupar o trono. Passado certo tempo, ele a exila e encerra-se os eventos da fonte com seu assassinato, deixando espaço para o desenrolar da sequência: A Guerra Gótica, onde o imperador bizantino Justiniano I conquista a península dos ostrogodos, o que é, de fato, irônico, já que Teodorico pedia o cultivo da benevolência bizantina; talvez porque já previa ou até passava por relações conturbadas com o Império Oriental
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