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COMPOSIÇÃO ESPECÍFICA E ABUNDÂNCIA DE PEIXES DE ZONAS RASAS DOS CINCO ESTUÁRIOS DO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL [Species composition and abundance of shallow water fishes of five estuaries of Rio Grande do Sul State, Brazil

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COMPOSIÇÃO ESPECÍFICA E ABUNDÂNCIA DE PEIXES DE ZONAS RASAS DOS CINCO ESTUÁRIOS DO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL [Species composition and abundance of shallow water fishes of five estuaries of Rio Grande do Sul State, Brazil
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  109Boletim do Instituto de Pesca, São Paulo, 27 (1): 109 - 121, 2001 COMPOSIÇÃO ESPECÍFICA E ABUNDÂNCIA DE PEIXES DE ZONAS RASAS DOS CINCOESTUÁRIOS DO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL [Species composition and abundance of shallow water fishes of five estuaries of Rio Grande do Sul State, Brazil] Lisiane Acosta RAMOS 1 e João Paes VIEIRA 2 1  Bolsista de Mestrado da CAPES, acosta lr@zaz.com.br  2  Endereço\Address: Departamento de Oceanografia da Fundação Universidade Federal do Rio Grande – Caixa Postal 474 - CEP96201-900 - Rio Grande, RS, Brasil. vieira@mikrus.com.br  RESUMO Foram comparadas, quanto a composição específica e abundância, as comunidades de peixes de zonasrasas dos cinco estuários do Rio Grande do Sul. Realizaram-se amostragens de inverno e verão, utilizandorede de arrasto de praia (picaré) de 9 m de comprimento por 1,2 m de altura e malhas de 5 mm no pano centrale 13 mm nas asas. Para a análise da abundância considerou-se a CPUE. O caráter transicional entre atropicalidade e a subtropicalidade pode ser evidenciado na composição da assembléia de peixes de zonasrasas que ocorrem nestes ambientes.   As zonas rasas dos   estuários do Rio Mampituba, Rio Tramandaí eArroio Chuí, quanto à abundância de peixes, foram dominadas pela família Mugilidae, enquanto que osestuários da Lagoa do Peixe e Laguna dos Patos, dominados pela família Atherinidae.   A abundância pareceestar relacionada ao gradiente latitudinal de temperatura e à área do estuário. Palavras-chave: abundância, assembléia de peixes, estuários, zonas rasas, Rio Grande do Sul ABSTRACT It was compared the species composition and the abundance of shallow water fishes’ communities in fiveestuaries of Rio Grande do Sul State, Brazil. It was used a patronized methodology in the winter and summersampling. In the captures it was used a 9 m beach seine trawl (1,2 m deep, 13 mm bar mesh in the wings and5 mm in the center). The abundance was analyzed by CPUE. The Rio Grande do Sul estuaries are in atransitional area between the tropical places, on North, and the warm-temperate places, on South. Thischaracteristics has an important influence on the shallow water species composition. The MampitubaRiver, Tramandaí River and Chuí Arroyo estuaries were dominated by Mugilidae, while in Peixe Lagoon andPatos Lagoon estuarine areas the dominant family was Atherinidae. The abundance in estuaries looks tohave relation with temperature latitudinal gradient and with the estuarine size. Key words: abundance, fish assemblage, estuaries, shallow water, Rio Grande do Sul State Introdução A planície litorânea do Rio Grande do Sul, cons-tituída predominantemente por praias arenosas, si-tua-se geograficamente entre as terras altas do oes-te e o Oceano Atlântico a leste, desde a desembo-cadura do rio Mampituba (29ºS e 49ºW) ao norte,até a Barra do Chuí (33ºS e 53ºW) ao sul (R AMBO ,1956, S CHWARZBOLD , 1982).O sistema hídrico da costa do Rio Grande do Sulé composto por uma peculiar rede hidrológica, commuito de sua dinâmica e morfologia ainda desco-nhecidos (C ORSAN , 1992). O rompimento, intermitenteou contínuo, para o mar da maioria destes sistemasdeu srcem aos diversos estuários da costa do RioGrande do Sul (S CHWARZBOLD  e S HÄFER , 1984).Os estuários suportam grandes estoques de pei-xes, primariamente juvenis, sendo que os localiza-dos em regiões temperadas são as principais áreasde criação para a maioria dos estoques de impor-tância comercial (K ENNISH , 1990), constituídos prin-cipalmente pelas famílias Atherinidae, Mugilidae,Gerreidae, Cyprinodontidae e Anablepsidae (D AY   et al. , 1989, V IEIRA  e M USICK , 1993). De uma maneirageral, as associações, dentro de cada estuário emparticular, são bastante homogêneas, podendo estardistribuídas horizontalmente em diferentes hábitats(fundo arenoso, fundo lodoso, com vegetação, semvegetação, com menor ou maior ação antrópica),sendo influenciada espacial e temporalmente pelatemperatura, salinidade e turbidez da água (G ARCIA e V IEIRA , 1997, V IEIRA , C ASTELLO , P EREIRA , 1998). Artigo Científico: Recebido em 27/02/01 - Aprovado em 15/05/01  110 B. Inst. Pesca, São Paulo, 27(1): 109 - 121, 2001R AMOS  e V IEIRA Na costa do Rio Grande do Sul, o gradiente sazo-nal de temperatura, o sistema de correntes marinhase eólicas, a proximidade com a ConvergênciaSubtropical e a influência do Sistema Patos-Mirimdeterminam características que a classificam comouma zona biogeográfica marinha de transiçãosubtropical (F IGUEIREDO , 1981; K LEIN , 1997). Associ-ados a este sistema biogeográfico marinho ocorremcinco sistemas estuarinos. Cada um destes sistemas,além de estar disposto ao longo de um gradientelatitudinal de aproximadamente 1 grau de distânciados demais, apresenta peculiaridades próprias quan-to a forma, tamanho, profundidade e circulação.Muitos autores têm-se referido à existência de umgradiente latitudinal de diversidade, cujo aumento dospólos para o equador é nitidamente perceptível(W HITTAKER , 1965; P IANKA , 1966; S CHALL  e P IANKA ,1978; M YERS  e G ILLER , 1991; W OOTON  e O EMKE , 1992;V IEIRA  e M USICK , 1993 e 1994), estando a variaçãobiótica diretamente relacionada com aspectos físicos,como, por exemplo, radiação solar, temperatura,sazonalidade (S CHALL  e P IANKA , 1978; V IEIRA  eM USICK , 1993, entre outros).Baseado em evidências do gradiente de tempera-turas norte-sul, na ausência de estudos comparativosdas comunidades de peixes dos cinco estuários doEstado do Rio Grande do Sul e na possibilidade deempregar uma metodologia padronizada para coletasnas zonas rasas dos referidos estuários, este trabalhotem como objetivo comparar, de maneira sistemáti-ca, a variação latitudinal da importância relativa dasassociações de peixes das zonas rasas dos cincoestuários do Rio Grande do Sul: Rio Mampituba,Complexo Lagunar Tramandaí-Armazém, Lagoa doPeixe, Laguna dos Patos e Arroio Chuí. Material e Métodos Com base em uma expedição-piloto realizada noverão/95, foram realizadas duas novas expedições(inverno/96 e verão/97) nos cinco estuários do Esta-do do Rio Grande do Sul (Figura 1).Em cada estuário foram escolhidas de 1 a 4 esta-ções de coleta, levando-se em consideração o tama-nho do estuário e o número de hábitats encontradosnas zonas rasas (área com ou sem vegetação, fundode areia ou areno-lodoso, etc.) e a distância da de-sembocadura.Estabeleceu-se para a região estuarial do RioMampituba (entre 0,5 e   1 km 2 ) uma (1) estação decoleta em uma praia arenosa; para o ComplexoLagunar Tramandaí-Armazém (30 km 2 ), quatro (4)estações de coleta representando o gradiente mar -zona límnica; para a Lagoa do Peixe (3 km 2 ) uma(1) estação de coleta; para a Laguna dos Patos (850km 2 ) quatro (4) estações de coleta. Para o ArroioChuí (0,5 a 1 km 2 ) foram estabelecidas duas (2) es-tações de coleta. Foi feita amostragem em um ponto   Figura 1.  Mapa da costa do Rio Grande do Sul, com indicação dos estuários estudados (setas)  111 Composição específica e abundância de peixes de zonas rasas da área marinha adjacente a cada um dos estuários.Em cada estação de coleta, e em cada um dosperíodos de estudo foram realizadas 10 amostragens(arrastos) diurnas. Apenas na coleta-piloto o esforçoao dado pela fórmula: A=(CPUE)/S, onde S= núme-ro total de espécies capturadas. Foram consideradasfreqüentes (F%) as espécies que ocorreram em 50%ou mais das amostras em cada um dos estuários, porperíodos de amostragem. Baseado nos valores de Ae F%, as espécies, por período de coleta, foram classi-ficadas segundo a simbologia expressa na Tabela 1.lização gráfica do limite superior da abundância médiade cada local, em cada época do ano, em relação àmédia das médias de todas as coletas ao longo do ano. ResultadosDados Gerais A temperatura da água nos estuários do Rio Gran-de do Sul, durante os períodos estudados, variou en-tre 13 e 19,5 o C no inverno e entre 21 e 30 o C no ve-rão (Tabela 2). A salinidade na maioria dos estuáriosnão ultrapassou o valor 8, porém na Lagoa do Peixe,nos três períodos, apresentou-se alta: 35 no verão/ 95, 20 no inverno/96 e 15 no verão/97 (Tabela 2). Aanálise dos valores de transparência da água estuarinademonstra que esta é maior, em geral, no inverno/96que no verão/97, e que no estuário da Lagoa do Pei-xe esta pôde ser considerada total (Tabela 2). O nú-mero total de indivíduos coletados ao final dos trêsperíodos de amostragem foi maior no ComplexoLagunar Tramandaí-Armazém, seguido pela Lagunados Patos, pelos estuários do Rio Mampituba, pelaLagoa do Peixe e pelo Arroio Chuí (Tabela 3). Noentanto, observa-se que o número de estações decoleta (E) é proporcional à área do estuáriopesquisado e que existe uma tendência, independen-temente do estuário, de que o número de indivíduoscoletados (N) seja função do número de amostras(esforço=F). Rio Mampituba De acordo com a Tabela 4, no estuário do RioMampituba e área marinha adjacente foi registradaa presença de 16 famílias e 29 espécies. Para a re-gião estuarial, no verão/95 foram realizados 3 arras-tos (F) e observada a presença de 8 espécies (S); noinverno/96, F=10 e S=3, e no verão/97, F=10 e S=18(Tabela 4).A única família presente em todas as amostragensfoi a Mugilidae. As espécies  Jenynsia multidentata , Odontesthes   argentinensis ,  Astyanax alburnus ,     F%/A> =< => =< =   Foram consideradas constantes as espécies e asfamílias que estiveram presentes em, no mínimo, doisperíodos de amostragem.Para as amostras no mar, considerando-se queapenas dois períodos foram estudados (inv/96 ever/97), e que a rede empregada não é suficiente-mente eficiente neste ambiente, optou-se por regis-trar apenas a presença ou ausência das espécies.Para cada estuário, os dados de CPUE geral(soma de todas as espécies) foram testados quantoa normalidade e homocedasticidade das amostras.Nestes ambientes, as diferenças de CPUE entre cadaum dos períodos estudados (verão/95, inverno/96,verão/97) foram testadas com base em TestesParamétricos de ANOVA associados ao Teste deScheffé (STATISTICAâ).Para que fosse possível comparar a abundância deespécies nos estuários nas diferentes estações do ano,optou-se por agrupá-los em classes, baseadas na loca- B. Inst. Pesca, São Paulo, 27(1): 109 - 121, 2001 Tabela 2.  Variação da temperatura média da água estuarina, da salinidade e da transparência ao disco de Secchi para osestuários do R. Mampituba (MAM), Tramandaí-Armazém (TRA), L. Peixe (LPE), L. Patos (LPA)e A. Chuí (CHU), para ostrês períodos de coleta (Ver/95, Inv/96 e Ver/97)  MAM TRA LPE LPA CHU o C ‰ Secchi o C ‰ Secchi o C ‰ Secchi o C ‰ Secchi o C ‰ Secchi Ver/95 29,0 2 28 29,5 6,0 30,0 35 2,5 2,5 Inv/96 15,0 2 30 14,5 6,5 60 15,0 20 TOTAL 19,5 5,0 43 13,0 5,5 30 Ver/97 24,0 5 40 26,0 0 26 23,0 15 10 25,6 7,6 14 21,0 2,0 20 Tabela 1.  Simbologia utilizada para descrever as diferentescombinações entre abundância e freqüência das espéciesde peixes  112 R AMOS  e V IEIRA Gobionellus shufeldti ,  Mugil curema  e  Mugil platanus  foram consideradas espécies constantesneste estuário, por estarem presentes em pelo me-nos duas das coletas realizadas.Entre as espécies freqüentes e/ou abundantesobserva-se que  Mugil curema  ocorreu apenas noverão (abundante e freqüente) e que  Mugil platanus  ocorreu nos três períodos, sendo abun-dante e freqüente no inverno e freqüente no ve-rão/97. Também foi importante neste estuário Ulaema lefroyi  (freqüente no verão/95 e abun-dante e freqüente no verão/97). Foram freqüen-tes nos verões de 95 e/ou de 97  Jenynsiamultidentata ,  Atherinella brasiliensis , Caranxhippos ,  Astyanax alburnus ,  Astyanaxbimaculatus  e Gobionellus shufeldti , e no inver-no/96 Citharichthys spilopterus  e Gobionellusshufeldti .Na área marinha foram observadas 17 espéciesdentre as 29 coletadas, ressalta-se a presença exclu-siva de Odontesthes   argentinensis , Trachinotusmarginatus, Platanichthys platana, Sardinellabrasiliensis, Lycengraulis grossidens, Mugilgairmardianus , Pomatomus saltatrix e  Menticirrhus littoralis. De acordo com a Figura 2a ,  que apresenta osdados de variação da abundância por época do ano,verifica-se que o CPUE total do inverno/96 foi o maisbaixo dentre aqueles dos períodos estudados, no en-tanto, os testes estatísticos não demonstram existirdiferença significativa entre as médias. Neste estuá-rio houve predomínio da família Mugilidae sobre asdemais (Figura 2b). B. Inst. Pesca, São Paulo, 27(1): 109 - 121, 2001 Ver/95 Inv/96 Ver/97 0200400600800 F=28F=40F=40 a Mugilidae outras 05101520  m i l F=108S=33 b Figura 2.  Valores de CPUE total nos períodos de coleta (a)e de CPUE da família dominante e do conjunto das demais(b), para o estuário do Rio Mampituba. F= esforço, N= n o de indivíduos capturados e S= n o  de espécies, no períodode verão/95 – verão/97 Tabela 3.  Número de estações de coleta (E), esforço (F), número de indivíduos coletados (N), número de espéciescoletadas (S), e o somatório (S) de esforço, indivíduos e espécies coletadas nos estuários do Rio Mampituba (MAM),Tramandaí-Armazém (TRA), Laguna do Peixe (LPE), Lagoa dos Patos (LPA) e Arroio Chuí (CHU), nos três períodos decoleta (Ver/95, Inv/96 e Ver/97), por área estudada LPE ÁREA ESTUDADA EFNSEFNSEFNSEFNSEFNS Ver/9500000000000000000000MARInv/961106651104471104751102026110244Ver/97110440616110818212110133691108091011025049S2044721720822614201383122010111320252810Ver/951314258428801822116250212428135871821446412ESTUÁRIOInv/96110174034401326311120114364401898822019595Ver/971105713184402111623110435844093991822015808S23887821108423973346408015108248842754400317 CHUTRALocal de estudoMAM 0,3 a 0,5 km 2 30 km 2 3 km 2 850 km 2 0,5 a 1 km 2 LPA å   å  113 Tabela 4.  Presença, abundância, freqüência e constância de espécies nos estuários do R. Mampituba (MAM), R. Tramandaí (TRA), L. Peixe (LPE), L. Patos (LPA) e A. Chuí (CHU) nos períodos de coleta de verão (V/ 95 e 97) e inverno (I/ 96). MAMTRALPELPACHUMarEstuárioMarEstuárioMarL.PeiMarL.PatosMarChuí  VIVVIVVIVVIVVIVEspécies  9        5        9        6        9        7        9        5        9        6        9        7        9        5        9        6        9        7        9        5        9        6        9        7        9        5        9        6        9        7 Ariidae  ● ● ● ● Genidens genidens    Netuma barba   Anablepidae  ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ●  Jenynsia multidentata   Atherinidae  ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ●  Atherinella brasiliensis   Odontesthes argentinensis   Bothidae  ● ● ● ● ● ● ● Citharichthys spilopterus   Paralichthys orbignyana   Carangidae  ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● Caranx hipposCaranx latus   Trachinotus carolinus   Trachinotus falcatus   Trachinotus marginatus   Characidae  ● ● ● ● ● ● ● ●  Astyanax alburnus    Astyanax bimaculatus    Astyanax eigenmanniorum    Hyphessobrycon luetkenii   Cichlidae  ● ● ● ● Geophagus brasiliensis   Tilapia sp.   Clupeidae  ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ●  Brevoortia pectinata    Harengula cluopeola   Platanichthys platana    Ramnogaster arcuata   Sardinella brasiliensis   Engraulidae  ● ● ● ● ●  Lycengraulis grossidens   Gerreidae  ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ●  Eucinostomus argenteus    Eucinostomus gula    Eucinostomus melanopterus   Ulaema lefroyi   Gobidae  ● ● ● ● ● ● ● ● ●  Batigobius soporator    Gobionellus bellosoma   Gobionellus oceanicus   Gobionellus shufeldti   Mugilidae  ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ●  Mugil curema    Mugil gaimardianus    Mugil platanus   Pleuronectidae  ● ● ● ● Oncopterus darwini   Poecilidae  ● ● ● Phallocerus caudimaculatus Pomatidae  ● ● ● ● Pomatomus saltatrix   Scianidae  ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ● ●  Menticirrhus americanus    Menticirrhus littoralis    Micropogonias furnieri   Pogonias cromis   Paralonchurus brasiliensis   Umbrina canosai   Serranidae  ●  Ephinephelus sp.   Syngnathydae  ● ● Oostethus lineatus   Syngnathus folletti   Abundante e Freqüente   Presença da EspécieFreqüente  ● Presença da FamíliaAbundante   Presença da Espécie no mar B. Inst. Pesca, São Paulo, 27(1): 109 - 121, 2001Composição específica e abundância de peixes de zonas rasas
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